
Sigo meu caminho, escrito por mim mesmo, resolvo respostas que ali encontrei, vejo a sintonia do ambiente ao meu corpo, mas isso não basta. A terra treme, meus joelhos dizem não, mas continuo em movimento.
Não busco a vitória, nem mesmo a glória, apenas procuro descobrir o uma válvula de escape, que amenize meus problemas.
Correr é a palavra chave. Desenho em minha cabeça, a corrida crua e nua que faço instintivamente na noite fria. Cada passo diz o que estou sentindo, minha fadiga aumenta, começo a enxergar embaçado, corro lentamente, mostrando que não sou mais o mesmo do início.
A adrenalina responsável na liberação da endorfina, já não age como antes, onde esta aquela força e adrenalina? Ela me abandonou justamente no final, fazendo com que me esforçasse ao Maximo dando o meu limite, isso diretamente não é uma coisa boa, fico triste querendo o fim logo.
Ao chegar sem força alguma, apoio os braços na ponte e fico ali vendo a água descansando silenciosamente na sua calmaria, e por ali mesmo descanso minhas pernas cansadas da longínqua corrida.
Logo após dou início ao treino exaustivo, uma palavra que pode resumir diretamente chama-se dor. Meu corpo e meus sentidos estão cansados da corrida, sendo assim dificultando o resto do treino.
Todas as quintas à noite, continuo em movimento, com o intuito de evoluir fisicamente e mentalmente minha forma de expressão. Fico tentando entender o motivo pelo qual tudo muda muito rápido, lesões, dores, cansaço e a vontade de me permanecer em movimento. Está na hora do relógio girar no sentido correto.